Curso de Bandolim.

Individual:

Aulas: práticas (45 minutos de duração) teóricas (60 minutos de duração)

Ministradas 2 vezes por semana.

Mensalidade:

R$ 295,00

Local: Escola ABC MUSICAL.

Alameda Glete, 1018 - Bairro Santa Cecília / SP - CEP: 01215-001
(próximo da estação do metrô santa cecília)
São Paulo
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E-mail: abcmusical@abcmusical.com.br

História do Bandolim

Bandolim é um instrumento dotado geralmente de quatro cordas duplas, em sol2, ré3, lá3, mi4, como os violinos. A caixa de ressonância tem forma de pêra e fundo abaulado. Toca-se com palheta, e sua extensão é de aproximadamente três oitavas. O instrumento surgiu por volta do século XVIII e difundiu-se na Itália, onde surgiram os tipos napolitano, genovês, romano, siciliano, florentino ou milanês. A diferença entre os vários tipos está no número e qualidade das cordas e, conseqüentemente, na afinação. O tipo predominante em todo o mundo é o napolitano. As demais espécies, algumas com a tradicional montagem em cordas de tripa, estão em desuso. Modernamente, as cordas metálicas são preferidas, pois se adaptam melhor ao uso da palheta.

O repertório clássico que admite o bandolim inclui as óperas Don Giovanni, de Mozart, e Otelo, de Verdi; a sonatina em dó menor para bandolim, de Beethoven, e a sinfonia em ré maior de Mahler. A música popular brasileira reservou para o bandolim os solos de um de seus gêneros instrumentais mais importantes, o chorinho.

A História do Bandolim remonta a vários séculos atrás. Sendo um intrumento que, cada vez mais (depois de um período de quase desaparecimento) se consolida como indispensável na música tradicional portuguesa, muito graças aos estudantes e às suas tunas que fizeram renascer a glória deste instrumento. Mas não só, mesmo a nível internacional não são raros os grupos Rock, Folk e Pop de renome que têm utilizado este magnífico cordofone para aprimorarem as suas composições por exemplo: R.E.M., James, Blind Melon, U2, Jovannotti, entre muitos outros. A nível nacional o bandolim é sobretudo utilizado pelas Tunas Académicas e algumas Orquestras Típicas, mas também tem sido utilizado em alguns grupos de música moderna. Um bom exemplo de uma utilização espetacular do bandolim, com um efeito muito bom no produto final de um grupo português dos nossos dias são os trechos de bandolim dos coimbrões Belle Chase Hotel. Ena Pá 2000, Belle Chase Hotel, Blind Zero, vêm, com muitos outros, juntar-se a um leque cada vez mais alargado de músicos que compreenderam que a relativa acessibilidade deste instrumento (essencialmente em termos de custo) não significa menor mais-valia na criação musical, bem pelo contrário.

É justo salientar o excelente trabalho de investigação e composição que o compositor Júlio Pereira tem desempenhado ao longo dos anos. Desde a sua recolha de informação no Atlas Musical de Portugal, até informações sobre os diversos cordofones que ele toca (bandolim, cavaquinho e diversos tipos de viola), enfim, um trabalho de louvar que se encontra compilado e disponível na sua homepage e que, em conjunto com algumas visitas ao Museu de Cordofones de Domingos Machado em Tebosa - Braga, muito contribuiram para eu conseguir compilar estas informações acerca do bandolim.

O Bandolim é conhecido como um cordofone com origem napolitana, de costas periformes e abauladas tal como as do alaúde e dotado de quatro cordas duplas de metal cuja percussão com palheta ou plectro produz um efeito de tremolo rápido e encadeado que aumenta ilusóriamente a duração das notas criadas.

A Família dos Bandolins é constituída pela Bandolineta (sopranino), o Bandolim (soprano), Bandoleta (Alto), Bandola (Soprano), Bandoloncelo (Baixo) e Bandolão (Baixo – com forma de bandolim mas tocado como contrabaixo – cerca de 1,50m de altura).

Os bandolins existem desde o séc. XVI, tedo a sua origem em Itália, onde surgiram para substituir o Alaúde. Cada cidade tinha o seu bandolim (existindo Napolitanos, Romanos, Sicilianos, Florentinos etc) e a principal diferença entre estes eram o número de cordas e a afinação.

Os construtores Italianos mais famosos foram os violeiros Vimercati, Sechi, Vinaccia e Rafaelle Calace.

Enquanto que os italianos construiam os seus bandolins com forma semelhante à do alaúde, sem ilhargas e com costas arqueadas, em Portugal, onde o bandolim teve muita aceitação estes foram construídos com ilhargas e fundo chato, criando a escola portuguesa de bandolins.

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